Barbosas

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Descrição

Diz Felgueiras Gayo que a família mais numerosa na Ibéria é a constituída pelos Barbosas. Na Península, grande parte deles, através de ligação familiares, passou a possuir o sangue hebreu, ao lado do muçulmano semita e do muçulmano negro pré saariano. É com esta tintura que Frutuoso Barbosa chegou ao Nordeste. Depois de enricar no comércio de pau-brasil, conseguiu ser nomeado primeiro Capitão-mor

Governador da Capitania Real da Paraíba. Uma tempestade, no entanto, acometeu seus navios quando ancorados ao largo do Recife. Pensava em ir tomar posse da Capitania. Sem navio, foi dar no Caribe onde faleceu sua primeira mulher, de quem teve uma única filha que não deixou descendência entre nós. Impossibilitado de assumir o posto, perdeu o cargo para outrem. Depois, sucedeu a este e foi o segundo Capitão-mor Governador do local. Aqui casou no sangue cristão-novo. Sua mulher, Felipa ou Ana Cardiga, de pai cristão-velho, de mãe descendia de uma das famílias mais denunciadas pelo Santo Ofício em Portugal, Bahia e Pernambuco. Os avôs são contidos na primeira denúncia que se fez ao Santo Ofício em Pernambuco. Um bisavô, Fernão Lopes, alfaiate do Duque de Bragança não pode acompanhar a família à Bahia quando ela veio fugida do Santo Ofício. Estava ele preso nos cárceres da Inquisição onde foi executado. Um irmão, mestre Afonso, era seu companheiro de cárcere. Este, não suportando o sofrimento, suicidou-se com os cacos de penico de cerâmica onde fazia suas necessidades. É com estas cores e conotações que Frutuoso Barbosa originou os primeiros e mais importantes Barbosas entre nós. Como interagiram com outros troncos raciais/religiosos é o que se tenta ver.

 

Coleção Borges da Fonseca

A partir desta coleção, é possível descobrir como aconteceu a constituição racial do povo nordestino colonial, época em que Borges da Fonseca escreveu a sua Nobiliarquia Pernambucana. Nela, viu-se ainda como o homem ibérico, que aqui chegou, era composto do ponto de vista de troncos raciais e religiosos e como consorciava-se na nossa terra, de modo a constituir a nossa identidade. Fez-se espraiar então as cores aqui identificadas sobre o tabuleiro descrito por Borges da Fonseca.

A conclusão que se chegou ao fim de 10 volumes é que o homem nordestino colonial – e por extensão o atual -, assim é composto:
2% do citado porta o sangue negro subsaariano.
80% dos nossos homens possuem o sangue do nosso índio.
95% da nossa gente alberga ao lado do sangue judeu, o do muçulmano semita, o do muçulmano negro pré-saariano.

Se você deseja saber mais sobre a constituição das raças, adquira os volumes desta coleção!

 

Informações Adicionais

Coleção: Coleção Borges da Fonseca
Editora: Fundação Gilberto Freyre
Autor: Cândido Pinheiro Koren de Lima
Ano: 2015
Nº de Páginas: 745 em 2 volumes
Dimensões: 23,0 x 32,0 x 7,0 cm
Peso: 3,234 kg

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